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Maria Cecília Mansur

agostosa171@gmail.com

© 2016 por ADZ COMUNICAÇÃO

Sinopse 

 

  Uma mulher subverte todas as mesmices reinventando a si mesma a partir do seu desejo. Na sua trajetória, emerge de um lugar de onde queriam que ela nunca tivesse saído.

                                     Release 

              O espetáculo GOSTÔSA é uma inspiração para o corpo erótico diverso, dotado de história, de individualidade, de experiências e contextos singulares, do universo feminino e suas questões. Pretende desconstruir padrões estéticos e desvelar a experiência da mulher com o próprio corpo. Inspirado na obra Monólogo de Simone de Beauvoir e dirigido pelo diretor premiado Marcelo do Vale (Cachorro Enterrado Vivo), o trabalho aponta para situações comuns a muitas mulheres e toca em temas tabus como: o prazer feminino, a submissão, a idealização da mulher, os padrões femininos de beleza, a maneira de sentir e se expressar em relação ao ser amado.Toda pesquisa, feita durante esses anos, está contida no espetáculo GOSTÔSA que foi enriquecido por novos depoimentos e experiências, mostras do processo e deliciosas conversas com mulheres, de diferentes lugares. 

       O projeto também transcende as barreiras do teatro, com exposição nas mídias sociais e comunicação direta através do nosso site (www.gostosasim.com) e página no facebook (@gostosasim).

                                TRAJETÓRIA 

 

          O espetáculo estreou em julho de 2017 no Teatro da Cidade em Belo Horizonte, seguiu para São Paulo realizando temporada na SP Escola de Teatro em agosto e, no Espaço Parlapatões, em novembro de 2017. A Convite do SINPARC, participou como projeto especial na 44º Campanha de Popularização do Teatro de Belo Horizonte em janeiro de 2018. Em março de 2018 realizou duas apresentações em Vespasiano.

  

 

Ficha Técnica

       

Concepção do projeto e personagem : Maria Cecília Mansur

Texto Maria Cecília Mansur e livre inspiração do texto “Monólogo” de Simone de Beauvoir 

Direção e organização de textos:  Marcelo do Vale 

Cenografia e figurino:  Cícero Miranda

Consultora de movimento:  Taís Daher

Iluminador: Wladimir Medeiros 

Equipe de montagem de luz: Nutac

Maquiagem:  Jerônimo Salgado 

Design gráfico:  buummdesign.com - Frederico Rocha

Comunicação e marketing: ADZ Comunicação

Audiovisual Studio Luz :  Marcelo Luz 

Voz em off:  Gustavo Wallace

Produção: MC²=maria cecília mansur 

Produção executiva:  BH Kátia Assis

Assessoria de imprensa:  Clarice Fonseca 

Fotos: Ruy Viana

Depoimentos: Priscila Oliveira, Sandra Penha Vicente, Edite Bueri Nassif, Thaís Aparecida Peral, Laila Resende, Fernanda Mai Germana, Damiana.


Agradecimentos: Bob Sousa, Sofia Botelho, Janaina Leite, Teatro da Cidade, SP Escola de Teatro, Ivan Cabral, Orbitais, Luciana Mansur, Fernanda Mansur, Pedro Paulo Cava, César Pessoa, Washington Luís, Patrícia Perdigão, Valéria Araújo, Mônica Viana, Nilza Dias, Studio Luz, Marquinhos da Farigrafic, ADZ Comunicação, Marcelo Cattoni, Anderson Feliciano.

 

Aos que acreditam: José Vasconcellos, René Piazentin, Jorge Leite, Emílio Lobato, Sandra Sapori, Simone Sapori, Clarissa Sapori, Leonardo Novais, Edgar Castro, Westerley Dornellas, Maria Luíza Roquette, André Pastore, Nicolas Reinier, Maristela de Oliveira, Geraldo Wagner, Larissa Novais, Lucas Feitosa, Santiago de Oliveira, Wagner Dutra, Silas Fonseca, Paulo Sérgio do Carmo, Aurélio Forgione, Carmem Borges, Marcelo Pimenta, Domenico Cardamurro, Eliana Maurelli, Marcos Amaral, OBRIGADA ! 

 

 

Muito obrigado!

APOIOS:                                                                                      

      

      

           

O ESPETÁCULO

" O primeiro beijo em um garoto foi uma decepção. Treinei bastante a ponto de querer sentir a língua sugada, mas quando chegaria esse momento? Onde estaria a língua devoradora que tanto desejei? Nem mais nem menos, encolhida na placa acrílica acima do palato." gostôsa

" Do meu corpo... sempre gostei mais das minhas coxas e bunda. Sempre explorei mais os membros inferiores... até que o AMOR  me virou ao avesso, me colocou de quatro me ensinou a explorar tudo sem melindres ou pudor. O amor não me deu limites para sentir prazer..." gostôsa

Hoje fui ao teatro depois de um bom tempo. A peça era GOSTÔSA. Uma performance solitária e impactante da atriz vespasianense Maria Cecília Mansur. Uma paulada na cabeça. Eu entrei no teatro de um jeito e saí de outro. Em estado de choque. Com a mente sem saber o que pensar. Nem me reconheci. Por um instante me senti um bosta quando desci a escada e me vi no reflexo do vidro da janela. Pra quem leu o Médico e o Monstro eu vi o meu monstro me chamando de idiota. Eu não sabia mais o que era a minha vida. Calma, não é exagero. Era uma reflexão. Depois do que vi, da performance nua e crua, do corpo despido com uma expressão desassustada, natural e imponente; a história ácida. Não era pra ser diferente. Pensa num mágico revelando o seu mais belo truque. E pense na grandeza da sensibilidade explícita e amparada no contexto da fêmea. 
GOSTÔSA é uma peça incandescente sem filamento. Uma coisa íntima despertada em nós com aflição. Eu fiquei apoquentado. Quis fechar o olho porque não aguentei a tensão. GOSTÔSA é uma montanha russa. Eu queria gritar como nas descidas ingremes que dão frisson. Me acovardei diante do artista. É a primeira vez que sinto isso vendo uma peça de teatro. Geralmente em filmes eu abaixo o volume ou acelero a cena quando não aguento o trâmite. Mas em GOSTÔSA não tem jeito. É preciso coragem e eu tive. Fiquei até o fim e quando acabou saí correndo do teatro porque queria comentar isso com as pessoas. Não há nada igual GOSTÔSA no mundo. Marcelo Do Vale você e Maria estão de parabéns. Não existe...

Filosofia da Madrugada

Marcelo Diniz - 03/2018 - Vespasiano

Gostôsa...

Gostôsa...

Gostôsa...

Estou leve... linda... solta...

Chorei... sorri... emocional!!!
Fui vc Maria Cecilia Mansur Oliveira
Me senti a mulher gostôsa em vc!
Marcelo Do Vale, Cícero Miranda...
Como vcs tão jovens, podem nos fazer sentir gostôsas... vcs conseguiram...
A verdade nua e crua em nossa cara.
A nudez leve/ forte/ precisa/ linda...
Simone de Beauvoir...
Gostôsa...
Obrigada queridos amigos, jovens, ex alunos... me ensinaram que sou gostôsa...descobri... somos gostôsas!
Amigas jovens, maduras, senhoritas, senhoras, magras, gordas, bundudas, sem bunda, peitudas, sem peito...
Somos gostôsas..
O que aprendi hj? 
Sou mulher...
Sou gostôsa!

Valéria Silva Araújo - Artista e Coordenadora do Teatro Nair Fonseca

18/03/2018 - Vespasiano

Essa peça me arrasou e me refez... numa época em que penso muito sobre toda forma de violência infringida a todas as mulheres, e aquelas as quais nós próprias nós infringimos ... maravilhoso trabalho!

Lyra Sunshine Soul

07/2017 - BH

Existe um instante entre o Real e a Fantasia onde toda fragilidade é exposta e você se vê vulnerável. Esse instante pode te destruir, e com sorte te destruirá de fato. O autoconhecimento, a descoberta e o amor não são para pessoas rasas, são para pessoas que conseguiram atingir a profundidade dos seus sentimentos independente de ter sido empurradas por alguém ou se atirado ao fundo do poço porque é ali, bem no fundo, que magia acontece e a vida toma sentindo de ser! 
O espetáculo Gostôsa me levou a uma viagem pelo universo feminino do macro pra o micro sem solavancos. Sutilmente me mostrando as tragédias que o toque do outro pode causar, os prazeres que o próprio toque pode nos dar e de como os rótulos limitam tudo a nossa volta.

Vão e assistam! Se não acharem mais ingressos peça na página por mais sessões!

Evoé!

Hugo Moreira

07/2017- BH

Cecília;

 

Fiquei muito feliz em ver seu trabalho. Acho que a discussão sobre a sexualidade feminina e sobre o universo feminino como um todo, sem os clichês impostos, é muito importante, especialmente se serve para fazer com que os homens reflitam sobre isso tudo. Esse é um ponto que eu acho fundamental: a possibilidade de diálogo para tentar desconstruir ideias já há muito estabelecidas – no caso, como a plateia masculina leva a discussão que o espetáculo desenvolve depois que ele acaba. Bem, para isso, teve que haver uma aproximação, um contato, um diálogo entre nós, plateia, e o que acontecia em cena. E para mim é uma surpresa boa perceber que o que acontece ali não me rechaça, dá brechas para uma reflexão conjunta, possibilita que a gente reinvente conceitos.

Junto com tudo isso, me vem uma sensação de você estar ali muito inteira e muito representada pelo trabalho. Penso que isso seja um fator fundamental para um espetáculo onde lida-se com tanta exposição. Aliás, sobre essa questão, falando da exposição mais óbvia – a nudez – me agrada muito perceber como ela se naturaliza ao longo da peça, como nos tornamos cúmplices da sua intimidade no melhor sentido, sem que ela fique banalizada, ou vire um recurso fácil para evocar o erotismo.

Por último, fico com a sensação – positiva – de que há tantas camadas ainda, tantas discussões, tantos possíveis desdobramentos, que a peça continua acontecendo dentro da nossa memória.

René Piazentin, diretor da Cia dos Imaginários e Orientador de Arte Dramática do TUSP – Teatro da USP

08/2017-SP

Com uma estética sado-masô futurista, Gostôsa é uma heroína pós-feminista que investiga os lugares do feminino como sujeito e objeto de desejo. Com a liberdade de um depoimento pessoal, a atriz expõe em cena suas indagações sem os clichês que estamos acostumados a ver quando se trata de relações intersexuais. O erotismo e o escatológico, o poder e a paixão estão colocados de forma a incomodar e gerar movimentos no espectador, tanto reflexivos quanto sensoriais. Um espetáculo mais do que necessário nesses nosso tempos de debates tão chapados.

Jiddu Pinheiro -Ator , roteirista e fundador do espaço cultural “O Barco”

11/2017-SP

Doeu, tocou nas feridas, arrancou lágrimas nos momentos mais improváveis. Me senti tão representada como mulher, como ser humano, como gostosa, como ser forte e frágil ao mesmo tempo que as palavras faltaram pra descrever essa experiência incrível!

Laís Rodrigues

08/2017- SP

Acabei de assistir “GOSTÔSA”, obra-fruto-espetáculo-vida de Maria Cecilia Mansur Oliveira. Um corajoso depoimento de uma mulher sobre sua intimidade mais explícita, sua sombra e sua luz mais desconcertantes, sua veia mais pulsante, mais carnevivalatejando como só a “Ciçous” (como eu carinhosamente gosto de chamá-la) poderia ter sido capaz de fazer.

Nos tempos de Escola Livre de Teatro, onde fomos colegas de turma, ouvimos muitas vezes que “quanto mais alguém se protege em cena, mais exposto se está e quanto mais exposto alguém se coloca mais protegido se fica”. Maria Cecilia não se esconde, nem se protege.

Ele se lança em um abismo. Ela mesma é um abismo. Sua dor e sua vontade de estar ali é obscena. Sua loucura é alma sem pele.

“GOSTÔSA” é como uma viagem ao mundo de Alice no País das Maravilhas, onde a plateia é Alice e Cecília um país inteiro. Em terra estrangeira, aprenda caro viajante, é preciso conhecer um pouco a língua e a cultura ou você pode não aproveitar o melhor do passeio.

Você pode gostar ou não. Tudo bem. Mas não se trata disso. “GOSTÔSA” trata-se de uma artista em pleno vôo. E cada pássaro voa à sua própria maneira.

Ciçous, minha querida, estou feliz por essa etapa na sua trajetória. Meu mundinho careta e quadrado se emociona em saber que existe outros mundos por onde eu possa viajar.

Digressões afetivas acerca do espetáculo "GOSTÔSA"

Kenan Bernardes - 08/2017- SP

Parabéns por sua ousadia! Acredito que não é fácil realizar esta nudez de corpo e alma!
Parabéns pelo texto e interpretação! Revisitei a história da minha vida sexual. Fiquei emocionada!
Acredito que precisamos de mais protagonistas ousadas como vc! Rs
Sempre fui muito reprimida e em algum momento fui convidada a gozar, mas como? Não tinha aprendido... pouco conhecia das possibilidades de prazer
Tive que arriscar, me expor, mas não foi fácil, pois também carregava a missão de ter que agradar o parceiro, que nem sempre pensava no meu prazer. Então nós dois ficávamos focados no prazer dele.
Outro apontamento tem a ver com a ideia de que a Mulher precisa ser sempre bela, sensual, delicada, cheirosa, agradar. 
Vc foi capaz de mostrar a mulher real. Meu marido que assistiu comigo perguntou: "tinha necessidade dela urinar em cena?"
Respondi com firmeza: sim!! Há um corpo biológico que atravessa a mulher. É o que somos e ponto!
Comentei que poderia ter mais poesia, ao menos no final, mas entendi que esse é um vício, um erro do qual eu e muitas outras mulheres temos que nos libertar. Este pode ser um "a mais". Mas que na sua peça seria dar um passo atrás. Acredito que a sua juventude favoreça esse seu olhar. De qq forma o mérito é seu
Agradeço muuuito!!!
Continue a protagonizar
Bjs

 

Sheila de Feba

08/2017- SP

Sempre sonhei, idealizei ter alguém, ser casada para sempre... A qualquer preço!

 

Fui casada por 11 anos, não tinha voz, não eram as minhas vontades, minhas escolhas. Eu me apaguei, anulei minha própria vida! Acordava e dormia pensando em como equilibrar a casa, os filhos para não irritá-lo, não incomodar. Comia e bebia o que ele gostava. Quando eu consegui sair daquela prisão imaginava que tudo seria melhor, diferente. Mas, eu não me conhecia... Talvez eu ainda não me conheça. Não sei cuidar de mim. Fui ao fundo do poço! Uma depressão que quase me matou, com dores insuportáveis.

 

Por quê? Eu me fazia essa pergunta todos os dias.

Por quê? Porque, eu sentia falta do que não me fazia bem?

Por que ainda sinto...?

 

Atraio pessoas que abusam da minha carência. A culpa é minha!? Às vezes penso que sim. Hoje busco minha liberdade, meu grito de socorro. Descobrir quem eu sou. Não vou desistir de mim, não posso… Estou vivendo um momento de transformação. Agradeço por ter pessoas “figuras” que me ouvem, me ajudam e não me julgam. Não me deixam desistir e acreditam em mim.

 

A “Gostôsa” peça teatral maravilhosa!

Não foi fácil ver a minha vida no palco, mas, me ajudou muito. Foi de uma forma erótica, diferente, um grito de liberdade. Saber que não sou a única e que não estou sozinha me fez muito bem. Percebi a importância de colocar pra fora seja com uma peça teatral, com um grito, com boas amizades ou com uma caneta e papel. Tudo é um processo, uma transformação.

Maria Cecília, obrigada por não desistir de todas as “Gostosas” espalhadas por aí.

 

Um Grito de Liberdade de mais uma "GOSTÔSA"

Viviane - 07/2017 - BH

Ser gostosa não é "ser magra, ter a bunda dura e peito grande". Ser gostosa é ser sensual. E ser sensual é querer comer e ser comido pela vida. Quanta vida cabe em você?

Viviane Mozé

São Paulo, SP

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O quê é uma mulher gostosa?