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Maria Cecília Mansur

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© 2016 por ADZ COMUNICAÇÃO

Toilette

June 20, 2016

 

Pra toda história que começa se cumpre uma trajetória, ou, então sequer começa, se pode ser inventada. Não foi muito diferente quando te conheci. Te imaginei em detalhes, em situações não convencionais e cotidianas, reparei os dedos dos seus pés e como entrelaçava os pelos do rosto. Não sei como começou e, exatamente que caminho percorreu, mas a história que assim imaginei estava impregnada da sua presença. Era você o meu todo complexo sistema lógico de respiração vital. Foi um pouco disso:
Quando te vi pela primeira vez não compreendi como minhas mãos suavam desajustadamente e meu ventre vibrava a mil batidas por segundo. Calor subia dos pés até os mamilos dos seios, e , de repente, já podia imaginar você abocanhando a pontinha deles. Te imaginei romântico, safado, tímido, frágil, grosseiro, masoquista, irônico, bobo, do verso ao avesso de todos vocês separados. Quente, fervendo, suando estava. Te desejei assim, assado, quente, suado. Estava ebulindo ao seu lado, estava estampado na cara.
Fui me esconder no banheiro daquele bar pra me recompor pois, você evaporou todas as bases sólidas da minha razão. Aquele pequeno e apertado espaço quase não comportou meu desejo desajeitado. Roupas me pinicavam, era preciso pelo menos um minuto sem elas. A pele arrepiava a cada movimento do tecido me excitando ainda mais. Blusa, soutien, saia, meias e por fim a calcinha, ousei abusá-la pressionando-a contra os músculos e lábios da minha boceta. Enquanto esticava o tecido, todo meu ventre se comprimia, pensava no seu corpo contra o meu, nas suas mãos ali nas curvas do meu corpo, sua boca mordiscando as tetas e os grandes lábios e a sua língua gulosa nas minhas entranhas. Me atrevi saltitar os dedos pelo clitóris acompanhando o movimento das ancas e pernas. Estava liquidificando meu desejo, produzindo matéria prima macia, transparente fabricada dentro de mim, na teia do meu ventre, sulco dos meus hormônios e células agitadas para lubrificar aquele espaço.
Ao abaixar, relaxava os quadris, podendo te imaginar suave, penetrando cada passagem do meu oráculo de Delfos. À medida que você entrava, sentia seu corpo cavernoso mais denso e rígido. Por cima, contemplava seu rosto excitado e malvado. Ao subir , meu quadris contraiam, sentia uma ânsia de te devorar e guardar seu pau dentro da minha boceta para sempre. Se você estivesse ali sussurraria no sue ouvido:
-Quero gozar no seu pau e depois chupá-lo como uma manga doce. Me fode forte.
Naquele cubículo as paredes frias, cúmplices do meu desejo também suaram, respiraram cada gota deixada pelo meu gozo. Acelerada e afoita foi o compasso da música composta pelos meus tímidos gemidos. Dancei pra você com os quadris soltos, indo e vindo, subindo e descendo. Com as mãos sincronizava os giros do meu clitóris à medida que apertava os mamilos entumecidos, ambos explodindo o leite dessa deliciosa loucura. Gozei uma, duas, três, quatro vezes sussurrando seu nome querendo seu pau na minha boceta, na minha boca, no meu cu. Começaram a bater na porta, não podia mais ficar. Poderiam achar que estava passando mal, afinal, parecia que estava ali há horas. Respirei fundo e aos poucos fui catando os pedaços de roupa molhada caídos durante meu íntimo encontro contigo. As peças de roupa pesavam sobre meu corpo. Começaram a bater mais forte na porta perguntando se havia alguém. Ainda ofegante silabei que sim e que já estava saindo. A moça perguntou se eu estava bem mas sem forças pra responder pigarrei algo gutural e ruboriosa, calma e contente abri a porta com os olhos lânguidos e sensuais. A moça um pouco assustada no compreendeu certamente meu estado vaporoso, talvez pensasse em entorpecimento, drogas injetáveis ou algo do gênero.Para confundi-la ainda mais disse:
- Aproveita!
Estava segura, aquela pressão desconcertante se transformara em passos firmes e sede.Passando pelo espelho do banheiro havia ali a fonte que mataria minha sede. Abri a torneira pensando mais uma vez no seu pau escorrendo dentro de mim. A água saiu forte e violenta, quase me atirei na pequena cuba. Cada parte do meu corpo sentia sede. Apanhei a água molhando o rosto, nuca e cabelos esfriando meu calor imperioso. Umedeci as mãos e passei delicadamente nos tornozelos, barriga , debaixo dos seios. Busquei fôlego, fechei a torneira e sai bruscamente querendo te encontrar novamente.
O bar estava escuro, tocava uma música romântica do Tim Maia, te procurei como uma leoa furiosa mas você não estava em canto nenhum. Aos poucos o corpo quente e fluido foi se esfriando pesado, sólido. Onde você estaria? Me senti culpada por ter me distanciado por alguns minutos, não tinha mais nada pra fazer ali. Quem sabe se saísse te encontraria? Percebi que aquele momento único deixaria sempre a curiosidade de te conhecer realmente, mas parece que assim você estaria registrado pra sempre na minha memória. Era melhor avançar pra rua, sentir o ar corrente, de alguma maneira você me descolou, me deu combustível pra me movimentar. Onde quer que esteja, obrigada. 

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