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Maria Cecília Mansur

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© 2016 por ADZ COMUNICAÇÃO

Fugido

June 20, 2016

 

Algum?

 

 

Fugido

 

Apareceu com a barba grande

 

Cheirando alcool

 

Entrou

 

Viu ela sentada em um canto da cozinha

 

 

 

 

Em frente a uma fresta de luz

De um dia branco

Entre as pernas

Uma bacia fria

Cheia de mandiocas

Frágil se esforçava para acertar a casca e deslizá-la na lâmina da faca

Primeiro ataque

A faca penetrante certeira entre os dedos

Segundo ataque

Os dedos desenrolando habilmente a mandioca grossa

Terceiro ataque

Fugido por trás com seu odor etílico

Aperta lhe o pescoço

Abocanhando as pontas das orelhas

Sentada sobre uma das pernas dobradas nos calcanhares


Fugido arqueado sobre ela avistava as coxas tenras envolta dos trapos de tecido soltos encima da pele úmida

Ela tímida olhar baixo apertava a faca nas mãos suspirando medo e arrepio

Por cima Fugido desejava Seu jorro deslizando em cascatas

Respingando forte

Denso

Impetuoso Fugido arranca lhe os trapos e como um lobo feroz a suspende pelo tronco Tentando reanimar a vida esquecida

Ele fogo ela terra

Com a faca entre os dedos sussurra

Em prantos a saudade

De meses sem Seu cheiro

Com os olhos escuros

Punho decidido

Um grito profundo

Se atira ao corpo fogo de Fugido

Ele flama a morde os lábios

A beija como chama

Quer soprar a vida

Sua boca escorre etílico desejo de possuí-la

A toma nos braços

Caem as mandiocas da bacia

A faca afinca o chão esguia

Solto o tronco lança sua língua na barriga e virilha

Ela geme

Fugido sente o cheiro da sua boceta

Faminto e com ela nos braços a traça chupando como uma manga madura que cae sobre os pés

Ela suculenta

Líquida

Desperta rubra

Se entrega ao fogo que a afaga como há tempos não sentia

Enquanto geme puxa os cabelos

Louca

Ele saliva

Atira pratos e talheres encima da mesa

A senta como menina faminta

Olha

Olha

Olha dentro da retina

Lânguida ela entrelaça os braços na sua nuca respira da vontade da vida

Lambe o suor que escorre das têmporas e narinas

Vaporosa

Aperta os cabelos de Fugido

Agora forte

Morde seus mamilos

Sua língua solta lambe o suor do umbigo

Ela viva

Degusta do sabor

E todas as notas doce sal picante mel fruta se confundem na sua boca

Fugido tem o corpo rijo o pau em histe

Ela toca primeiro com os dedos

Mordisca a ponta com a lingua

Lambe o dorso e a frente delicadamente

 

Olha

Olha dentro da retina de Fugido 

 

Olha 

Olha 

Molha 

Molha Molha Molha 

Olha Molha 

Olha 

Molha 

Olha dentro da retina de Fugido

O pau de Fugido atravessa a boca e garganta dela

Chupa, chupa, chupa sem respirar

A saliva fica grossa

Enquanto sua boceta goteja mel

A mesma arma que a ameaça a redime

Gulosa inteira

Transpira

Está derretida

Suga o pau de Fugido na mesma intensidade dos dias mal dormidos na cama fria

Ele não se mexe

É ela quem a domina

 

   

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