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Maria Cecília Mansur

agostosa171@gmail.com

© 2016 por ADZ COMUNICAÇÃO

Deserto

June 11, 2016

 

 

Como Olho

 

É como sinto

 

São anos

 

Segundos.

 

O tempo,

 

Me encurralou me afogou

 

Me penetrou de tamanha grandeza que me sucumbi

 

Feito presa na boca de um leopardo

 

E de quantas patas me fiz e me reergui para encontrar, durante essa caminhada, o paragem certa, você não poderá imaginar

 

Na caminhada sem tempo me deparei com o infinito de outro em mim

 

Esse estranho colossal imponderável

 

Imprevisível parte de mim

 

Sentenças juras encontros de começo interminável assim ...

 

Havia lá.... Não sei bem onde perdi o foco

 

Mas a paragem existia

 

Era tão longe que minhas pernas tropegas já sem memória investiam gotículas de meio aquoso seco pálido meio fraco nas sinapses de meus reflexos

 

O meu desejo de chegada

 

O meu desespero

 

De lá não ser

 

De lá não haver

 

Tempo

 

Tempo

 

Tempo

 

Driblei

 

Arranquei

 

Quando de secura parecia morrer suguei o meu próprio sangue

 

Sem eu

 

No nada

 

Do nada mais preciso

 

Precioso

 

Sentei

 

Ali claro nebuloso fato

 

A paragem não existia

 

Eram miragens de um delírio

 

Pardo

 

Mole

 

Frágil

 

Sem forças

 

Coroei minha fronte com o mesmo sangue

 

Escrevi meu desejo no meu corpo

 

Escorreu

 

Atravessou meu sexo

 

Dali gotas dançaram no ar

 

Caíram na terra

 

No céu nuvens atravessavam meu caminho

 

E de repente, chuva grossa me banhava

 

Era uma torrente cascata a dissolver meu sangue por terra afora.

Meu corpo atráido magnético gravitacional

Lavado de terra derretida

Em pranto salto

Cheiro de carne

É recomeço.

 

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